As recentes notícias sobre desvios de recursos públicos envolvendo ONGs convidam a opinião pública a conhecer melhor estas organizações e suas motivações.  Entre as mais de 300 mil ONGs existentes no país existem algumas que foram criadas para servir a interesses particulares e que se beneficiam da ausência de um claro marco regulatório que balize a atuação das ONGs para agirem a serviço de interesses privados. O guarda-chuva difuso do termo não-governamental abriga interesses diversos e muitas vezes contraditórios e opostos. Tudo que não é governo nem empresa pode ser uma ONG.  Assim como no mundo empresarial e governamental também no mundo das ONGs existem perfis e interesses heterogêneos.

A presidente da ONG Esplar, Magnolia Said, publicou artigo sobre o impacto dos grandes eventos na vida das populações. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014, ela faz uma reflexão sobre como a democracia participativa da “era de mandatos populares” não funciona nessas ocasiões. Magnolia destaca a falta de acesso a informações por parte das organizações da sociedade civil sobre os projetos e seus financiamentos; e às populações impactadas, sobre os projetos que serão executados em seus lugares de moradia, além das indenizações e prazos para remoções.

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(...) Somente a sociedade civil organizada tem capacidade de constituir um campo político capaz de disputar esse modelo sob as bandeiras da justiça social, econômica e ambiental. Permitir seu enfraquecimento é não só causar retrocesso em algumas conquistas, como também incapacidade para a luta contra as novas exclusões e enfraquecer uma fronteira de luta estratégica, que é a disputa pelas alternativas de desenvolvimento.

"O Processo de Articulação e Diálogo (PAD) é exemplo desse movimento de resistência e reinvenção. Trata-se de rede formada por seis agências ecumênicas europeias e mais de 160 entidades parceiras no Brasil, cujo objetivo é gerar nova cultura de diálogo multilateral e espaço de reflexão sobre as políticas de cooperação, tomando como eixos temáticos a sustentabilidade institucional das organizações e os direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais."

Mesmo com a economia em boa fase e com os avanços sociais, no Brasil Real, o abismo entre as regiões está longe de ser reduzido. Ao longo da última década, as diferenças apenas ganharam novos formatos.


As alterações propostas para a reforma do Código Florestal Brasileiro premiam e estimulam o crime ambiental e homologam condições para a expansão do agronegócio, notadamente na Amazônia, sem as devidas cautelas ambientais. Desafiam os compromissos assumidos formalmente pelo Brasil na Conferência de Copenhague e as exigências contemporâneas pelo desenvolvimento sustentável.

De 16 e 17 de novembro, foi realizada, em Brasília (DF), a 1ª reunião da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político Brasileiro após as eleições 2010.

Na terça-feira (14/12), o Inesc e o Cfêmea lançaram, em Brasília (DF), o estudo "Segurança Pública com Cidadania: uma análise orçamentária do PRONASCI". Um dos dados da pesquisa revela que o gasto destinado à Função Segurança Pública do Projeto de Lei Orçamentária para 2011 (PLOA 2011) fica aquém dos valores dos anos anteriores (2008 a 2010).