Campanha no catarse busca recursos para viabilizar projeto "Arpilleras: bordando a resistência"

Destaque: 
não

Como uma agulha pode se transformar em uma arma contra a repressão? Leia mais sobre o projeto e sobre como pode apoiar aqui: https://www.catarse.me/pt/arpilleras

BORDAR, ATO TRANSGRESSOR?

Como uma agulha pode se transformar em uma arma contra a repressão?

 

O projeto "Arpilleras: bordando a resistência" procura transgredir o papel da costura, que historicamente serviu para reforçar o lugar imposto às mulheres: dentro de casa.

 

Através de uma técnica de bordado conhecida como “arpillera”, originada na resistência à ditadura militar chilena, o documentário busca retratar a história de cinco mulheres das cinco regiões do Brasil que, apesar das singularidades geográficas, culturais e pessoais, carregam algo em comum: suas vidas foram brutalmente afetadas pela construção de barragens.

 

 

 

BIOGRAFIAS ALAGADAS PELO DESENVOLVIMENTO

 

Segundo a última estimativa da Comissão Mundial de Barragens, realizada em 2000, foram construídas duas mil barragens no país, que provocaram o despejo forçado de 1 milhão de pessoas. Dessas, cerca de 70% não teriam recebido nenhum tipo de indenização. Biografias inteiras alagadas pelo discurso do desenvolvimento.

 

São inúmeros direitos humanos negados no processo de construção de uma barragem. De um dia pro outro, milhares de pessoas descobrem que serão obrigadas a deixar suas casas. Aos atingidos são negados o direito à informação, à memória e à terra. E para as mulheres, as violações são ainda maiores.

 

 

 

Com a chegada de milhares de operários nos pequenos municípios que abrigam os canteiros de obras das hidrelétricas, por exemplo, há uma ampliação dos casos de assédio sexual, tráfico de mulheres, prostituição e estupro.

 

Com o início da construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em 2008, Porto Velho registrou um aumento geral nos índices de violência. De acordo com o relatório da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (DHESCA), em apenas dois anos o número de estupros cresceu 208%.

 

 

 

ARPILLERAS SÃO COMO CANÇÕES QUE SE PINTAM

 

Uma das grandes curadoras e entusiastas da técnica, a artista Violeta Parra declarou certo dia que “arpilleras são como canções que se pintam”. Originada em Isla Negra, no Chile, as arpilleras serviam como forma de subsistência para as mulheres. Mas os dias sombrios da repressão militar no país transformou o bordado em uma verdadeira arma contra o governo comandado por Augusto Pinochet.

 

Com as roupas dos parentes desaparecidos, mulheres do subúrbio de Santiago denunciaram as diversas violações de direitos humanos cometidas contra aqueles que se colocaram contra o regime comandado por Augusto Pinochet.

 

 

 

*Chile, início da década de 1980. Acervo Kinderhilfe, Chile/Bonn, Alemanha

 

De trabalho invisível à ferramenta política. A partir de um afazer cotidiano, as chilenas conseguiram se tornar protagonistas da resistência contra a ditadura.

 

Esta mesma técnica vem sendo resgatada aqui no Brasil desde 2013 pelo Movimento dos Atingidos por Barragens. Através de oficinas, mulheres de diversas regiões utilizaram a costura para contar as violações cometidas na construção de barragens.

 

Seguindo a força e potência dos bordados, queremos expandir ainda mais as denúncias. Para isso, contamos com a contribuição de todas e todos para a realização do documentário “Arpilleras: bordando a resistência”.

 

Serão mulheres de todas as regiões do Brasil contando suas histórias e sua luta contra as violações dos direitos humanos. Uma arpillera, bordada pelas mãos destas mulheres, fará a “costura” do documentário de região para região.

 

Na luta pela memória, que sempre será uma guerra, as ferramentas são ilimitadas: versos, linhas, cores e, por que não, o bordado?

 

Ajude-nos a costurar essa história!

 

 

Nosso projeto é apoiado por diversas entidades, movimentos e pessoas como você!

 

Que acreditam na luta das mulheres, no poder popular e na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

 

Temos uma meta de arrecadação de R$25 mil para darmos início a produção do documentário. Ao doar, você receberá uma recompensa simbólica, como fotos, pôsters e camisetas, cópias do filme em DVD e livros sobre o projeto. Qualquer ajuda é bem vinda!

 

Compartilhe essa ideia nas redes socias! Aqui estão nossos endereços virtuais:

 

http://arpilleras.wix.com/ofilme

 

https://www.facebook.com/arpilleras

 

De coração, agradecemos seu apoio!

 

Acesse nosso site oficial:

 

http://arpilleras.wix.com/ofilme

 

Orçamento

 

Aqui estão alguns dados de orçamento para esta primeira etapa de produção:

 

 

 

COMO E POR QUE CONTRIBUIR?

 

É fácil! Você pode nos ajudar aqui mesmo no Catarse, do lado direito do vídeo acima é só clicar em:

 

 

 

Escolher o valor e o tipo de recompensa, preencher os dados e selecionar a forma de pagamento! É simples e rápido!

 

Ao lado direito da página estão as opções de contribuição e as recompensas!

 

É imprescindível lembrar que se não atingirmos a 1ª meta do orçamento, isso é, R$25.000,00, não receberemos NADA do que foi arrecadado e o dinheiro será devolvido aos doadores! Portanto ajude, seja doando ou compartilhando com seus amigos!

 

MUITO OBRIGADA!

 

Seguiremos em luta até que todas sejamos livres!



Ano: 
2015
Idioma: 
Português