{"id":202,"date":"2025-11-04T14:12:58","date_gmt":"2025-11-04T17:12:58","guid":{"rendered":"https:\/\/pad.org.br\/?p=202"},"modified":"2025-11-08T11:18:32","modified_gmt":"2025-11-08T14:18:32","slug":"ods-13-e-17-revisitados-caminhos-e-desafios-rumo-a-cop30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pad.org.br\/index.php\/2025\/11\/04\/ods-13-e-17-revisitados-caminhos-e-desafios-rumo-a-cop30\/","title":{"rendered":"ODS 13 e 17 Revisitados: Caminhos e Desafios Rumo \u00e0 COP30"},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text]<!-- divi:columns {\"verticalAlignment\":null} -->\n<div class=\"wp-block-columns\"><!-- divi:column {\"verticalAlignment\":\"center\",\"width\":\"100%\"} -->\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center\" style=\"flex-basis:100%\"><!-- divi:media-text {\"mediaId\":214,\"mediaType\":\"image\",\"verticalAlignment\":\"center\"} -->\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1536\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-site-correta-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-214 size-full\" srcset=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-site-correta-1.png 1536w, https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-site-correta-1-300x200.png 300w, https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-site-correta-1-1024x683.png 1024w, https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-site-correta-1-768x512.png 768w, https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-site-correta-1-1080x720.png 1080w\" sizes=\"(max-width: 1536px) 100vw, 1536px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\"><!-- divi:paragraph -->\n<p><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph --><\/div><\/div>\n<!-- \/divi:media-text --><\/div>\n<!-- \/divi:column --><\/div>\n<!-- \/divi:columns -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>A COP 30, 30\u00aa Confer\u00eancia das Partes da ONU sobre Mudan\u00e7a do Clima, \u00e9 um evento global que re\u00fane l\u00edderes e especialistas para debater e negociar a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Sua relev\u00e2ncia est\u00e1 em ser o principal f\u00f3rum internacional sobre o tema e, pela primeira vez, ocorrer\u00e1 no Brasil \u2014 em Bel\u00e9m do Par\u00e1, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. A realiza\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia no pa\u00eds \u00e9 estrat\u00e9gica, pois refor\u00e7a o papel do Brasil como ator central nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e oferece uma oportunidade \u00fanica para discutir solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a Amaz\u00f4nia, regi\u00e3o vital para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico global.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Embora a COP 30, em Bel\u00e9m (PA), seja a primeira Confer\u00eancia das Partes realizada no Brasil, foi justamente no pa\u00eds que nasceu a decis\u00e3o de criar esse espa\u00e7o global de negocia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, os pa\u00edses-membros da ONU firmaram a Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC), que estabeleceu a realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica das COPs para debater e monitorar o enfrentamento das crises ambientais. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, o Brasil volta ao centro das discuss\u00f5es internacionais sobre o futuro do planeta \u2014 agora como sede de uma confer\u00eancia decisiva para o Sul Global e para as agendas de justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Com in\u00edcio marcado para o dia 10 de novembro, a COP 30 deve intensificar as discuss\u00f5es em torno do <strong>ODS 13 (A\u00e7\u00e3o contra a Mudan\u00e7a Global do Clima)<\/strong> \u2014 com foco na acelera\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, no combate ao desmatamento e na amplia\u00e7\u00e3o do financiamento para adapta\u00e7\u00e3o, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento \u2014 e do <strong>ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementa\u00e7\u00e3o)<\/strong>, que busca fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o internacional para viabilizar o financiamento clim\u00e1tico, o apoio t\u00e9cnico e a implementa\u00e7\u00e3o efetiva dos planos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Contudo, cabe questionar: a que custo ser\u00e1 realizada essa transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica? E quais ser\u00e3o seus impactos sobre as popula\u00e7\u00f5es e os territ\u00f3rios mais vulner\u00e1veis?<\/mark><\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Em 2020, o PAD lan\u00e7ou o estudo <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><em>\u201cOs ODS \u00e0 Luz dos Direitos Humanos\u201d<\/em>,<\/mark> em um contexto de grande desesperan\u00e7a no pa\u00eds. A publica\u00e7\u00e3o trouxe uma an\u00e1lise cr\u00edtica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) a partir da \u00f3tica dos direitos humanos e da atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es, redes e movimentos sociais na defesa e promo\u00e7\u00e3o de direitos.<mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> <a href=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pad_estudo_ODS-2020.pdf\">Leia aqui<\/a><\/mark><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Em 2024, durante o encontro do G20 no Brasil, foi publicada uma atualiza\u00e7\u00e3o dessa an\u00e1lise (<em>2020\u20132024<\/em>), abordando os ODS 3, 5, 6, 7, 9, 12, 14 e 15 sob a mesma perspectiva.<mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> <a href=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pad_estudo_ODS_atualizacao-3-5-6-7-9-12-14-15-2024.pdf\">Leia aqui<\/a><\/mark><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong>Agora, \u00e0s v\u00e9speras da COP 30, buscamos lan\u00e7ar um olhar mais espec\u00edfico sobre o ODS 13 e o ODS 17. Enquanto o mundo aposta na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica como a principal resposta \u00e0 crise clim\u00e1tica, pa\u00edses detentores de minerais cr\u00edticos e terras raras j\u00e1 come\u00e7am a sentir os impactos sociais e ambientais dessa nova corrida extrativista.<\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Defendemos que, durante a Confer\u00eancia, as discuss\u00f5es sobre o ODS 13 n\u00e3o se limitem \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para fontes renov\u00e1veis, mas priorizem a constru\u00e7\u00e3o de debate sobre&nbsp; <strong>uma transi\u00e7\u00e3o justa, popular e inclusiva<\/strong>. Isso significa discutir modelos energ\u00e9ticos que valorizem as comunidades locais, promovam soberania popular e considerem os saberes tradicionais. \u00c9 fundamental denunciar as falsas solu\u00e7\u00f5es e os efeitos negativos de uma \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d que n\u00e3o coloca as pessoas e o meio ambiente no centro das decis\u00f5es.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O ODS 17 prop\u00f5e fortalecer parcerias globais para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, mas a disputa por min\u00e9rios estrat\u00e9gicos e terras raras revela contradi\u00e7\u00f5es profundas nesse objetivo. Pa\u00edses do Sul Global, detentores desses recursos, enfrentam press\u00f5es externas, depend\u00eancia tecnol\u00f3gica e crescente instabilidade pol\u00edtica. A Venezuela \u00e9 um exemplo emblem\u00e1tico: sua riqueza mineral, em especial o petr\u00f3leo e o ouro, tem sido tanto motor quanto armadilha, alimentando san\u00e7\u00f5es, inger\u00eancias e crises internas. Esse cen\u00e1rio evidencia que, sem equidade nas rela\u00e7\u00f5es internacionais e controle soberano sobre os bens naturais, a coopera\u00e7\u00e3o global corre o risco de reproduzir velhas assimetrias sob o discurso da sustentabilidade<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Nesse sentido, o debate em torno do <strong>ODS 17<\/strong> torna-se igualmente essencial. Viabilizar o ODS 13 depende do fortalecimento da coopera\u00e7\u00e3o global, da mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos financeiros, da transfer\u00eancia de tecnologia e da capacita\u00e7\u00e3o de pa\u00edses e comunidades para atingir as metas clim\u00e1ticas.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel &#8211; 13<\/mark><\/strong><\/h2>\n<!-- \/divi:heading -->\n\n<!-- divi:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o contra a mudan\u00e7a global do clima &#8211; Adotar medidas urgentes para combater as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e os seus impactos<\/h2>\n<!-- \/divi:heading -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>No contexto do ODS 13, o Brasil registrou melhora em a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com amplia\u00e7\u00e3o de metas e programas ambientais. No entanto, a efetividade dessas iniciativas ainda depende da continuidade das pol\u00edticas p\u00fablicas e da integra\u00e7\u00e3o entre esferas de governo.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O Brasil tem apresentado avan\u00e7os importantes, entre eles, o fortalecimento do planejamento nacional, a prioriza\u00e7\u00e3o da agenda clim\u00e1tica pela Presid\u00eancia no G20 , a <strong>redu\u00e7\u00e3o de 32,4% na \u00e1rea total desmatada em 2024 em compara\u00e7\u00e3o com 2023<\/strong>, e uma queda de <strong>11,49% na Amaz\u00f4nia<\/strong> entre agosto de 2024 e julho de 2025. &nbsp;Esses resultados t\u00eam impacto direto na concretiza\u00e7\u00e3o dos objetivos do ODS 13. No entanto, a aprova\u00e7\u00e3o, em agosto deste ano, do <strong>PL 2159\/2021 \u2014 conhecido como \u201cPL da Devasta\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong> \u2014 pelo Congresso Nacional, amea\u00e7a reverter esses progressos.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>A <strong>9\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Luz da Sociedade Civil<\/strong> (setembro de 2025), publicado pelo <strong>GT Agenda 2030<\/strong>, alerta que, mesmo com vetos parciais do presidente Lula, a aprova\u00e7\u00e3o do PL&nbsp; da Devasta\u00e7\u00e3o representa uma s\u00e9ria amea\u00e7a ao desenvolvimento sustent\u00e1vel e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil. Segundo o relat\u00f3rio, a medida \u201ccria um novo patamar de risco \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas, ao lado de outras amea\u00e7as, como empreendimentos predat\u00f3rios e a pr\u00f3pria crise clim\u00e1tica, ao flexibilizar o licenciamento ambiental e enfraquecer os mecanismos de controle\u201d. <a href=\"https:\/\/gtagenda2030.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/relatorio-luz-2025.pdf\">Leia o Relat\u00f3rio Luz aqui  <\/a><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>A Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (NDC) apresentada pelo governo brasileiro em novembro de 2024 estabeleceu a meta de reduzir entre 59% e 67% das emiss\u00f5es at\u00e9 2035, tomando como refer\u00eancia os n\u00edveis de 2005. Ainda assim, o compromisso \u00e9 considerado menos ambicioso que a recomenda\u00e7\u00e3o do <strong>Balan\u00e7o Global (Global Stocktake)<\/strong>, que prop\u00f5e uma redu\u00e7\u00e3o de 60% em rela\u00e7\u00e3o a 2019.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Entre os principais destaques da nova NDC est\u00e3o os objetivos de <strong>eliminar o desmatamento ilegal<\/strong> \u2014 por meio de a\u00e7\u00f5es de comando e controle e do ordenamento fundi\u00e1rio \u2014 e de <strong>promover a conserva\u00e7\u00e3o florestal<\/strong>, com incentivos econ\u00f4micos e est\u00edmulos \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa em propriedades rurais privadas.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Atualmente, o <strong>Brasil ocupa o sexto lugar<\/strong> nos rankings globais de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). Em 2023, o pa\u00eds emitiu <strong>2,3 bilh\u00f5es de toneladas de CO\u2082 <\/strong>&nbsp;o que representa uma <strong>redu\u00e7\u00e3o de 12% em rela\u00e7\u00e3o a 2022<\/strong> \u2014 a maior queda registrada desde 2009.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>As discuss\u00f5es sobre a atualiza\u00e7\u00e3o da <strong>Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (PNMC)<\/strong> tiveram in\u00edcio no final de 2023, com a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho no \u00e2mbito do <strong>Comit\u00ea Interministerial sobre Mudan\u00e7a do Clima (CIM)<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio de 2025, <strong>22 projetos de lei<\/strong> tramitavam no Congresso Nacional com o objetivo de alterar a PNMC. Em 2024, foram estabelecidas <strong>diretrizes para os planos estaduais, municipais e distrital de adapta\u00e7\u00e3o<\/strong>, que enfatizam a <strong>redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade<\/strong> \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas <strong>n\u00e3o incorporam explicitamente os princ\u00edpios de justi\u00e7a clim\u00e1tica nem as perspectivas de g\u00eanero e ra\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Segundo o Relat\u00f3rio Luz, essas iniciativas ainda n\u00e3o permitem uma avalia\u00e7\u00e3o efetiva de seus resultados. Contudo, diante da urg\u00eancia da crise clim\u00e1tica, preocupa a <strong>insist\u00eancia do governo federal em avan\u00e7ar com a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na foz do rio Amazonas (margem equatorial).&nbsp;<\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong>Em s\u00edntese, o Relat\u00f3rio Luz recomenda para o ODS 13:<\/strong> fortalecer a <strong>coordena\u00e7\u00e3o interministerial e interfederativa<\/strong> com participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil para garantir a efetividade das metas clim\u00e1ticas e de defesa civil. \u00c9 essencial <strong>ampliar o acesso a informa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong> com dados desagregados e enfoque em <strong>justi\u00e7a clim\u00e1tica e racismo ambiental<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Deve-se <strong>acelerar a elabora\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o dos planos clim\u00e1ticos<\/strong> nacional e subnacionais, com ampla participa\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es vulnerabilizadas, e <strong>ampliar o or\u00e7amento do Cemaden e da Defesa Civil<\/strong>, priorizando preven\u00e7\u00e3o de riscos, gest\u00e3o de desastres e acolhimento com recortes de g\u00eanero, ra\u00e7a, idade e defici\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Recomenda-se ainda <strong>investir na adapta\u00e7\u00e3o de escolas e comunidades<\/strong>, <strong>refor\u00e7ar a fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong> em todos os biomas, <strong>reconhecer a inconstitucionalidade do Marco Temporal<\/strong> e <strong>avan\u00e7ar na demarca\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas<\/strong>, al\u00e9m de proteger defensores ambientais.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Outras medidas incluem <strong>eliminar subs\u00eddios aos combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/strong>, <strong>revogar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na foz do Amazonas<\/strong>, <strong>aumentar a ambi\u00e7\u00e3o da NDC<\/strong> e assegurar uma <strong>transi\u00e7\u00e3o justa rumo \u00e0 neutralidade de carbono at\u00e9 2050<\/strong>. Por fim, prop\u00f5e-se <strong>ampliar a coopera\u00e7\u00e3o e o financiamento clim\u00e1tico<\/strong>, regulando o setor privado e garantindo acesso equitativo a mulheres, popula\u00e7\u00e3o negra, povos ind\u00edgenas, comunidades tradicionais, pessoas LGBTQIAPN+, jovens e pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel 17<\/mark><\/strong><\/h2>\n<!-- \/divi:heading -->\n\n<!-- divi:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Parcerias e meios de implementa\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/h2>\n<!-- \/divi:heading -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O <strong>ODS 17<\/strong> busca <strong>fortalecer os meios de implementa\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>revitalizar a parceria global<\/strong> para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, reconhecendo que o alcance das metas globais depende da <strong>coopera\u00e7\u00e3o entre governos, setor privado, sociedade civil e organismos internacionais<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O objetivo envolve <strong>mobilizar recursos financeiros<\/strong>, <strong>promover transfer\u00eancia de tecnologia<\/strong>, <strong>fortalecer capacidades institucionais<\/strong> e <strong>incentivar parcerias multissetoriais<\/strong>. Tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da <strong>governan\u00e7a global<\/strong>, da <strong>transpar\u00eancia econ\u00f4mica<\/strong> e do <strong>acesso equitativo \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o<\/strong>. Ao propor uma <strong>colabora\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria e justa<\/strong>, o ODS 17 busca enfrentar desafios globais e assegurar que <strong>ningu\u00e9m seja deixado para tr\u00e1s<\/strong> no caminho do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Em 2024, durante o exerc\u00edcio da presid\u00eancia do <strong>G20<\/strong>, o Brasil ampliou suas <strong>parcerias internas e externas voltadas ao desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/strong>, com destaque para o <strong>avan\u00e7o em medidas de progressividade tribut\u00e1ria<\/strong>, como a proposta de <strong>imposto sobre grandes fortunas<\/strong>, e para o <strong>acordo internacional que busca viabilizar a manufatura de vacinas em pa\u00edses em desenvolvimento<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>A <strong>regulamenta\u00e7\u00e3o da primeira fase da reforma tribut\u00e1ria<\/strong> e o <strong>crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)<\/strong> acima das proje\u00e7\u00f5es iniciais representaram avan\u00e7os significativos. No entanto, a <strong>infla\u00e7\u00e3o persistente<\/strong> manteve a <strong>pol\u00edtica monet\u00e1ria em patamar contracionista<\/strong>, limitando parte dos ganhos econ\u00f4micos.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Segundo o Relat\u00f3rio Luz, a <strong>meta 17.12 (<\/strong> implementar o acesso de mercados livres de cotas e taxas para todos os pa\u00edses menos desenvolvidos, de forma sustent\u00e1vel e em conformidade com as decis\u00f5es da OMC) completou <strong>seis anos de progresso cont\u00ednuo<\/strong>, embora ainda distante de seu pleno alcance. Em 2024, pela primeira vez em 15 anos, a <strong>arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria superou metade do or\u00e7amento da Uni\u00e3o (56%)<\/strong>, impulsionada, entre outros fatores, pela <strong>implementa\u00e7\u00e3o do novo imposto sobre fundos de investimento aplicados em para\u00edsos fiscais<\/strong>. O crescimento das pequenas e m\u00e9dias empresas (PME), respons\u00e1veis por 27% do PIB, aliado a investimentos p\u00fablicos em 2024, permitiu que a economia crescesse 3% enquanto as PME avan\u00e7avam 4,5%, separando atividade econ\u00f4mica de especula\u00e7\u00e3o financeira. &nbsp;<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong>A aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica para tornar o pa\u00eds doador limita seu protagonismo multilateral em desenvolvimento.<\/strong> &nbsp;<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O or\u00e7amento da Ag\u00eancia Brasileira de Coopera\u00e7\u00e3o (ABC) registrou queda cont\u00ednua desde 2016, retornando a crescimento apenas em 2023. Apesar da recupera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dois anos, o montante atual ainda &nbsp;\u00e9 pouco mais da metade do registrado em 2015.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Apesar de algumas incertezas, o Brasil mant\u00e9m posi\u00e7\u00e3o s\u00f3lida entre as economias emergentes. O endividamento \u00e9 compat\u00edvel com o porte da economia, e o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o, aliado ao retorno dos investimentos sociais e ambientais, cria boas perspectivas para a pr\u00f3xima d\u00e9cada \u2014 desde que prevale\u00e7a a vis\u00e3o de longo prazo. A rede nacional de bancos de desenvolvimento \u00e9 refer\u00eancia internacional, com alta capacidade t\u00e9cnica e estat\u00edstica, embora ainda haja espa\u00e7o para avan\u00e7ar em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e transpar\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O Relat\u00f3rio Luz recomenda estabilizar o c\u00e2mbio e reduzir gradualmente os juros para impulsionar o crescimento, fortalecer a pol\u00edtica externa e ampliar a coopera\u00e7\u00e3o internacional. Sugere ainda a cria\u00e7\u00e3o de um PIX internacional e a regula\u00e7\u00e3o do \u00e1gio cambial, o desenvolvimento de uma pol\u00edtica industrial menos dependente de commodities e a atra\u00e7\u00e3o de investimentos em setores de maior valor agregado. Tamb\u00e9m prop\u00f5e expandir a banda larga em \u00e1reas rurais e florestais, estabelecer um marco legal para a atua\u00e7\u00e3o do Brasil como pa\u00eds doador, firmar acordos comerciais favor\u00e1veis a na\u00e7\u00f5es de baixa renda e alinhar a coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e0 Agenda 2030, com uso eficiente dos recursos para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Por fim, o sucesso da COP30 n\u00e3o se medir\u00e1 apenas pela quantidade de an\u00fancios ou compromissos firmados, mas pela capacidade de transformar metas em resultados concretos. Isso exige a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de implementa\u00e7\u00e3o eficazes, <strong>o fortalecimento das fontes de financiamento clim\u00e1tico e a mobiliza\u00e7\u00e3o de vontade pol\u00edtica em n\u00edvel global e nacional<\/strong>. Para al\u00e9m dos discursos, a confer\u00eancia precisa gerar a\u00e7\u00f5es tang\u00edveis que acelerem a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, promovam a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e impulsionem a transi\u00e7\u00e3o para tecnologias e matrizes energ\u00e9ticas de baixo carbono.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Entre os principais desafios est\u00e3o a consolida\u00e7\u00e3o de instrumentos financeiros que garantam apoio cont\u00ednuo aos pa\u00edses em desenvolvimento, a defini\u00e7\u00e3o de metas realistas de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o, e a integra\u00e7\u00e3o entre pol\u00edticas clim\u00e1ticas, sociais e econ\u00f4micas. A COP30 representa, portanto, uma oportunidade decisiva para transformar compromissos multilaterais em pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas e sustent\u00e1veis, alinhadas \u00e0 Agenda 2030 e ao Acordo de Paris.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong>K\u00e1tia Visentainer &#8211; Jornalista do PAD<\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><em>Fonte: Relat\u00f3rio Luz 2025<\/em><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><div class=\"et_pb_section et_pb_section_0 et_section_regular\" >\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div><div class=\"et_pb_row et_pb_row_0 et_pb_row_empty\">\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div><div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_0  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div> A COP 30, 30\u00aa Confer\u00eancia das Partes da ONU sobre Mudan\u00e7a do Clima, \u00e9 um evento global que re\u00fane l\u00edderes e especialistas para debater e negociar a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Sua relev\u00e2ncia est\u00e1 em ser o principal f\u00f3rum internacional sobre o tema e, pela primeira vez, ocorrer\u00e1 no Brasil \u2014 em Bel\u00e9m do Par\u00e1, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. A realiza\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia no pa\u00eds \u00e9 estrat\u00e9gica, pois refor\u00e7a o papel do Brasil como ator central nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e oferece uma oportunidade \u00fanica para discutir solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a Amaz\u00f4nia, regi\u00e3o vital para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico global. Embora a COP 30, em Bel\u00e9m (PA), seja a primeira Confer\u00eancia das Partes realizada no Brasil, foi justamente no pa\u00eds que nasceu a decis\u00e3o de criar esse espa\u00e7o global de negocia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, os pa\u00edses-membros da ONU firmaram a Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC), que estabeleceu a realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica das COPs para debater e monitorar o enfrentamento das crises ambientais. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, o Brasil volta ao centro das discuss\u00f5es internacionais sobre o futuro do planeta \u2014 agora como sede de uma confer\u00eancia decisiva para o Sul Global e para [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_et_pb_use_builder":"on","_et_pb_old_content":"<!-- wp:columns {\"verticalAlignment\":null} -->\n<div class=\"wp-block-columns\"><!-- wp:column {\"verticalAlignment\":\"center\",\"width\":\"100%\"} -->\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center\" style=\"flex-basis:100%\"><!-- wp:media-text {\"mediaId\":214,\"mediaType\":\"image\",\"verticalAlignment\":\"center\"} -->\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-center\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img src=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/capa-site-correta-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-214 size-full\"\/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\"><!-- wp:paragraph -->\n<p><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><\/div><\/div>\n<!-- \/wp:media-text --><\/div>\n<!-- \/wp:column --><\/div>\n<!-- \/wp:columns -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A COP 30, 30\u00aa Confer\u00eancia das Partes da ONU sobre Mudan\u00e7a do Clima, \u00e9 um evento global que re\u00fane l\u00edderes e especialistas para debater e negociar a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Sua relev\u00e2ncia est\u00e1 em ser o principal f\u00f3rum internacional sobre o tema e, pela primeira vez, ocorrer\u00e1 no Brasil \u2014 em Bel\u00e9m do Par\u00e1, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. A realiza\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia no pa\u00eds \u00e9 estrat\u00e9gica, pois refor\u00e7a o papel do Brasil como ator central nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e oferece uma oportunidade \u00fanica para discutir solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a Amaz\u00f4nia, regi\u00e3o vital para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico global.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Embora a COP 30, em Bel\u00e9m (PA), seja a primeira Confer\u00eancia das Partes realizada no Brasil, foi justamente no pa\u00eds que nasceu a decis\u00e3o de criar esse espa\u00e7o global de negocia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Durante a ECO-92, no Rio de Janeiro, os pa\u00edses-membros da ONU firmaram a Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC), que estabeleceu a realiza\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica das COPs para debater e monitorar o enfrentamento das crises ambientais. Tr\u00eas d\u00e9cadas depois, o Brasil volta ao centro das discuss\u00f5es internacionais sobre o futuro do planeta \u2014 agora como sede de uma confer\u00eancia decisiva para o Sul Global e para as agendas de justi\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Com in\u00edcio marcado para o dia 10 de novembro, a COP 30 deve intensificar as discuss\u00f5es em torno do <strong>ODS 13 (A\u00e7\u00e3o contra a Mudan\u00e7a Global do Clima)<\/strong> \u2014 com foco na acelera\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, no combate ao desmatamento e na amplia\u00e7\u00e3o do financiamento para adapta\u00e7\u00e3o, especialmente nos pa\u00edses em desenvolvimento \u2014 e do <strong>ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementa\u00e7\u00e3o)<\/strong>, que busca fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o internacional para viabilizar o financiamento clim\u00e1tico, o apoio t\u00e9cnico e a implementa\u00e7\u00e3o efetiva dos planos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Contudo, cabe questionar: a que custo ser\u00e1 realizada essa transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica? E quais ser\u00e3o seus impactos sobre as popula\u00e7\u00f5es e os territ\u00f3rios mais vulner\u00e1veis?<\/mark><\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em 2020, o PAD lan\u00e7ou o estudo <mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"><em>\u201cOs ODS \u00e0 Luz dos Direitos Humanos\u201d<\/em>,<\/mark> em um contexto de grande desesperan\u00e7a no pa\u00eds. A publica\u00e7\u00e3o trouxe uma an\u00e1lise cr\u00edtica dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) a partir da \u00f3tica dos direitos humanos e da atua\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es, redes e movimentos sociais na defesa e promo\u00e7\u00e3o de direitos.<mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> <a href=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pad_estudo_ODS-2020.pdf\">Leia aqui<\/a><\/mark><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em 2024, durante o encontro do G20 no Brasil, foi publicada uma atualiza\u00e7\u00e3o dessa an\u00e1lise (<em>2020\u20132024<\/em>), abordando os ODS 3, 5, 6, 7, 9, 12, 14 e 15 sob a mesma perspectiva.<mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\"> <a href=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/pad_estudo_ODS_atualizacao-3-5-6-7-9-12-14-15-2024.pdf\">Leia aqui<\/a><\/mark><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Agora, \u00e0s v\u00e9speras da COP 30, buscamos lan\u00e7ar um olhar mais espec\u00edfico sobre o ODS 13 e o ODS 17. Enquanto o mundo aposta na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica como a principal resposta \u00e0 crise clim\u00e1tica, pa\u00edses detentores de minerais cr\u00edticos e terras raras j\u00e1 come\u00e7am a sentir os impactos sociais e ambientais dessa nova corrida extrativista.<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Defendemos que, durante a Confer\u00eancia, as discuss\u00f5es sobre o ODS 13 n\u00e3o se limitem \u00e0 acelera\u00e7\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para fontes renov\u00e1veis, mas priorizem a constru\u00e7\u00e3o de debate sobre&nbsp; <strong>uma transi\u00e7\u00e3o justa, popular e inclusiva<\/strong>. Isso significa discutir modelos energ\u00e9ticos que valorizem as comunidades locais, promovam soberania popular e considerem os saberes tradicionais. \u00c9 fundamental denunciar as falsas solu\u00e7\u00f5es e os efeitos negativos de uma \u201ctransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d que n\u00e3o coloca as pessoas e o meio ambiente no centro das decis\u00f5es.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O ODS 17 prop\u00f5e fortalecer parcerias globais para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, mas a disputa por min\u00e9rios estrat\u00e9gicos e terras raras revela contradi\u00e7\u00f5es profundas nesse objetivo. Pa\u00edses do Sul Global, detentores desses recursos, enfrentam press\u00f5es externas, depend\u00eancia tecnol\u00f3gica e crescente instabilidade pol\u00edtica. A Venezuela \u00e9 um exemplo emblem\u00e1tico: sua riqueza mineral, em especial o petr\u00f3leo e o ouro, tem sido tanto motor quanto armadilha, alimentando san\u00e7\u00f5es, inger\u00eancias e crises internas. Esse cen\u00e1rio evidencia que, sem equidade nas rela\u00e7\u00f5es internacionais e controle soberano sobre os bens naturais, a coopera\u00e7\u00e3o global corre o risco de reproduzir velhas assimetrias sob o discurso da sustentabilidade<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Nesse sentido, o debate em torno do <strong>ODS 17<\/strong> torna-se igualmente essencial. Viabilizar o ODS 13 depende do fortalecimento da coopera\u00e7\u00e3o global, da mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos financeiros, da transfer\u00eancia de tecnologia e da capacita\u00e7\u00e3o de pa\u00edses e comunidades para atingir as metas clim\u00e1ticas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel - 13<\/mark><\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A\u00e7\u00e3o contra a mudan\u00e7a global do clima - Adotar medidas urgentes para combater as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e os seus impactos<\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>No contexto do ODS 13, o Brasil registrou melhora em a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, com amplia\u00e7\u00e3o de metas e programas ambientais. No entanto, a efetividade dessas iniciativas ainda depende da continuidade das pol\u00edticas p\u00fablicas e da integra\u00e7\u00e3o entre esferas de governo.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Brasil tem apresentado avan\u00e7os importantes, entre eles, o fortalecimento do planejamento nacional, a prioriza\u00e7\u00e3o da agenda clim\u00e1tica pela Presid\u00eancia no G20 , a <strong>redu\u00e7\u00e3o de 32,4% na \u00e1rea total desmatada em 2024 em compara\u00e7\u00e3o com 2023<\/strong>, e uma queda de <strong>11,49% na Amaz\u00f4nia<\/strong> entre agosto de 2024 e julho de 2025. &nbsp;Esses resultados t\u00eam impacto direto na concretiza\u00e7\u00e3o dos objetivos do ODS 13. No entanto, a aprova\u00e7\u00e3o, em agosto deste ano, do <strong>PL 2159\/2021 \u2014 conhecido como \u201cPL da Devasta\u00e7\u00e3o\u201d<\/strong> \u2014 pelo Congresso Nacional, amea\u00e7a reverter esses progressos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A <strong>9\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Relat\u00f3rio Luz da Sociedade Civil<\/strong> (setembro de 2025), publicado pelo <strong>GT Agenda 2030<\/strong>, alerta que, mesmo com vetos parciais do presidente Lula, a aprova\u00e7\u00e3o do PL&nbsp; da Devasta\u00e7\u00e3o representa uma s\u00e9ria amea\u00e7a ao desenvolvimento sustent\u00e1vel e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil. Segundo o relat\u00f3rio, a medida \u201ccria um novo patamar de risco \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos ecossistemas, ao lado de outras amea\u00e7as, como empreendimentos predat\u00f3rios e a pr\u00f3pria crise clim\u00e1tica, ao flexibilizar o licenciamento ambiental e enfraquecer os mecanismos de controle\u201d. <a href=\"https:\/\/gtagenda2030.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/relatorio-luz-2025.pdf\">Leia o Relat\u00f3rio Luz aqui  <\/a><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A Contribui\u00e7\u00e3o Nacionalmente Determinada (NDC) apresentada pelo governo brasileiro em novembro de 2024 estabeleceu a meta de reduzir entre 59% e 67% das emiss\u00f5es at\u00e9 2035, tomando como refer\u00eancia os n\u00edveis de 2005. Ainda assim, o compromisso \u00e9 considerado menos ambicioso que a recomenda\u00e7\u00e3o do <strong>Balan\u00e7o Global (Global Stocktake)<\/strong>, que prop\u00f5e uma redu\u00e7\u00e3o de 60% em rela\u00e7\u00e3o a 2019.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Entre os principais destaques da nova NDC est\u00e3o os objetivos de <strong>eliminar o desmatamento ilegal<\/strong> \u2014 por meio de a\u00e7\u00f5es de comando e controle e do ordenamento fundi\u00e1rio \u2014 e de <strong>promover a conserva\u00e7\u00e3o florestal<\/strong>, com incentivos econ\u00f4micos e est\u00edmulos \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa em propriedades rurais privadas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Atualmente, o <strong>Brasil ocupa o sexto lugar<\/strong> nos rankings globais de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE). Em 2023, o pa\u00eds emitiu <strong>2,3 bilh\u00f5es de toneladas de CO\u2082 <\/strong>&nbsp;o que representa uma <strong>redu\u00e7\u00e3o de 12% em rela\u00e7\u00e3o a 2022<\/strong> \u2014 a maior queda registrada desde 2009.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>As discuss\u00f5es sobre a atualiza\u00e7\u00e3o da <strong>Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (PNMC)<\/strong> tiveram in\u00edcio no final de 2023, com a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho no \u00e2mbito do <strong>Comit\u00ea Interministerial sobre Mudan\u00e7a do Clima (CIM)<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>At\u00e9 o in\u00edcio de 2025, <strong>22 projetos de lei<\/strong> tramitavam no Congresso Nacional com o objetivo de alterar a PNMC. Em 2024, foram estabelecidas <strong>diretrizes para os planos estaduais, municipais e distrital de adapta\u00e7\u00e3o<\/strong>, que enfatizam a <strong>redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade<\/strong> \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mas <strong>n\u00e3o incorporam explicitamente os princ\u00edpios de justi\u00e7a clim\u00e1tica nem as perspectivas de g\u00eanero e ra\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Segundo o Relat\u00f3rio Luz, essas iniciativas ainda n\u00e3o permitem uma avalia\u00e7\u00e3o efetiva de seus resultados. Contudo, diante da urg\u00eancia da crise clim\u00e1tica, preocupa a <strong>insist\u00eancia do governo federal em avan\u00e7ar com a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na foz do rio Amazonas (margem equatorial).&nbsp;<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Em s\u00edntese, o Relat\u00f3rio Luz recomenda para o ODS 13:<\/strong> fortalecer a <strong>coordena\u00e7\u00e3o interministerial e interfederativa<\/strong> com participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil para garantir a efetividade das metas clim\u00e1ticas e de defesa civil. \u00c9 essencial <strong>ampliar o acesso a informa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong> com dados desagregados e enfoque em <strong>justi\u00e7a clim\u00e1tica e racismo ambiental<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Deve-se <strong>acelerar a elabora\u00e7\u00e3o e implementa\u00e7\u00e3o dos planos clim\u00e1ticos<\/strong> nacional e subnacionais, com ampla participa\u00e7\u00e3o de popula\u00e7\u00f5es vulnerabilizadas, e <strong>ampliar o or\u00e7amento do Cemaden e da Defesa Civil<\/strong>, priorizando preven\u00e7\u00e3o de riscos, gest\u00e3o de desastres e acolhimento com recortes de g\u00eanero, ra\u00e7a, idade e defici\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Recomenda-se ainda <strong>investir na adapta\u00e7\u00e3o de escolas e comunidades<\/strong>, <strong>refor\u00e7ar a fiscaliza\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong> em todos os biomas, <strong>reconhecer a inconstitucionalidade do Marco Temporal<\/strong> e <strong>avan\u00e7ar na demarca\u00e7\u00e3o e titula\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios ind\u00edgenas e quilombolas<\/strong>, al\u00e9m de proteger defensores ambientais.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Outras medidas incluem <strong>eliminar subs\u00eddios aos combust\u00edveis f\u00f3sseis<\/strong>, <strong>revogar a explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo na foz do Amazonas<\/strong>, <strong>aumentar a ambi\u00e7\u00e3o da NDC<\/strong> e assegurar uma <strong>transi\u00e7\u00e3o justa rumo \u00e0 neutralidade de carbono at\u00e9 2050<\/strong>. Por fim, prop\u00f5e-se <strong>ampliar a coopera\u00e7\u00e3o e o financiamento clim\u00e1tico<\/strong>, regulando o setor privado e garantindo acesso equitativo a mulheres, popula\u00e7\u00e3o negra, povos ind\u00edgenas, comunidades tradicionais, pessoas LGBTQIAPN+, jovens e pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><mark style=\"background-color:rgba(0, 0, 0, 0)\" class=\"has-inline-color has-vivid-red-color\">Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel 17<\/mark><\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Parcerias e meios de implementa\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O <strong>ODS 17<\/strong> busca <strong>fortalecer os meios de implementa\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>revitalizar a parceria global<\/strong> para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, reconhecendo que o alcance das metas globais depende da <strong>coopera\u00e7\u00e3o entre governos, setor privado, sociedade civil e organismos internacionais<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O objetivo envolve <strong>mobilizar recursos financeiros<\/strong>, <strong>promover transfer\u00eancia de tecnologia<\/strong>, <strong>fortalecer capacidades institucionais<\/strong> e <strong>incentivar parcerias multissetoriais<\/strong>. Tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da <strong>governan\u00e7a global<\/strong>, da <strong>transpar\u00eancia econ\u00f4mica<\/strong> e do <strong>acesso equitativo \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o<\/strong>. Ao propor uma <strong>colabora\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria e justa<\/strong>, o ODS 17 busca enfrentar desafios globais e assegurar que <strong>ningu\u00e9m seja deixado para tr\u00e1s<\/strong> no caminho do desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Em 2024, durante o exerc\u00edcio da presid\u00eancia do <strong>G20<\/strong>, o Brasil ampliou suas <strong>parcerias internas e externas voltadas ao desenvolvimento sustent\u00e1vel<\/strong>, com destaque para o <strong>avan\u00e7o em medidas de progressividade tribut\u00e1ria<\/strong>, como a proposta de <strong>imposto sobre grandes fortunas<\/strong>, e para o <strong>acordo internacional que busca viabilizar a manufatura de vacinas em pa\u00edses em desenvolvimento<\/strong>.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>A <strong>regulamenta\u00e7\u00e3o da primeira fase da reforma tribut\u00e1ria<\/strong> e o <strong>crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)<\/strong> acima das proje\u00e7\u00f5es iniciais representaram avan\u00e7os significativos. No entanto, a <strong>infla\u00e7\u00e3o persistente<\/strong> manteve a <strong>pol\u00edtica monet\u00e1ria em patamar contracionista<\/strong>, limitando parte dos ganhos econ\u00f4micos.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Segundo o Relat\u00f3rio Luz, a <strong>meta 17.12 (<\/strong> implementar o acesso de mercados livres de cotas e taxas para todos os pa\u00edses menos desenvolvidos, de forma sustent\u00e1vel e em conformidade com as decis\u00f5es da OMC) completou <strong>seis anos de progresso cont\u00ednuo<\/strong>, embora ainda distante de seu pleno alcance. Em 2024, pela primeira vez em 15 anos, a <strong>arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria superou metade do or\u00e7amento da Uni\u00e3o (56%)<\/strong>, impulsionada, entre outros fatores, pela <strong>implementa\u00e7\u00e3o do novo imposto sobre fundos de investimento aplicados em para\u00edsos fiscais<\/strong>. O crescimento das pequenas e m\u00e9dias empresas (PME), respons\u00e1veis por 27% do PIB, aliado a investimentos p\u00fablicos em 2024, permitiu que a economia crescesse 3% enquanto as PME avan\u00e7avam 4,5%, separando atividade econ\u00f4mica de especula\u00e7\u00e3o financeira. &nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>A aus\u00eancia de legisla\u00e7\u00e3o e pol\u00edtica para tornar o pa\u00eds doador limita seu protagonismo multilateral em desenvolvimento.<\/strong> &nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O or\u00e7amento da Ag\u00eancia Brasileira de Coopera\u00e7\u00e3o (ABC) registrou queda cont\u00ednua desde 2016, retornando a crescimento apenas em 2023. Apesar da recupera\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dois anos, o montante atual ainda &nbsp;\u00e9 pouco mais da metade do registrado em 2015.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Apesar de algumas incertezas, o Brasil mant\u00e9m posi\u00e7\u00e3o s\u00f3lida entre as economias emergentes. O endividamento \u00e9 compat\u00edvel com o porte da economia, e o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o, aliado ao retorno dos investimentos sociais e ambientais, cria boas perspectivas para a pr\u00f3xima d\u00e9cada \u2014 desde que prevale\u00e7a a vis\u00e3o de longo prazo. A rede nacional de bancos de desenvolvimento \u00e9 refer\u00eancia internacional, com alta capacidade t\u00e9cnica e estat\u00edstica, embora ainda haja espa\u00e7o para avan\u00e7ar em inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e transpar\u00eancia.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O Relat\u00f3rio Luz recomenda estabilizar o c\u00e2mbio e reduzir gradualmente os juros para impulsionar o crescimento, fortalecer a pol\u00edtica externa e ampliar a coopera\u00e7\u00e3o internacional. Sugere ainda a cria\u00e7\u00e3o de um PIX internacional e a regula\u00e7\u00e3o do \u00e1gio cambial, o desenvolvimento de uma pol\u00edtica industrial menos dependente de commodities e a atra\u00e7\u00e3o de investimentos em setores de maior valor agregado. Tamb\u00e9m prop\u00f5e expandir a banda larga em \u00e1reas rurais e florestais, estabelecer um marco legal para a atua\u00e7\u00e3o do Brasil como pa\u00eds doador, firmar acordos comerciais favor\u00e1veis a na\u00e7\u00f5es de baixa renda e alinhar a coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e0 Agenda 2030, com uso eficiente dos recursos para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Por fim, o sucesso da COP30 n\u00e3o se medir\u00e1 apenas pela quantidade de an\u00fancios ou compromissos firmados, mas pela capacidade de transformar metas em resultados concretos. Isso exige a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de implementa\u00e7\u00e3o eficazes, <strong>o fortalecimento das fontes de financiamento clim\u00e1tico e a mobiliza\u00e7\u00e3o de vontade pol\u00edtica em n\u00edvel global e nacional<\/strong>. Para al\u00e9m dos discursos, a confer\u00eancia precisa gerar a\u00e7\u00f5es tang\u00edveis que acelerem a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es, promovam a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e impulsionem a transi\u00e7\u00e3o para tecnologias e matrizes energ\u00e9ticas de baixo carbono.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Entre os principais desafios est\u00e3o a consolida\u00e7\u00e3o de instrumentos financeiros que garantam apoio cont\u00ednuo aos pa\u00edses em desenvolvimento, a defini\u00e7\u00e3o de metas realistas de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o, e a integra\u00e7\u00e3o entre pol\u00edticas clim\u00e1ticas, sociais e econ\u00f4micas. A COP30 representa, portanto, uma oportunidade decisiva para transformar compromissos multilaterais em pol\u00edticas p\u00fablicas efetivas e sustent\u00e1veis, alinhadas \u00e0 Agenda 2030 e ao Acordo de Paris.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>K\u00e1tia Visentainer - Jornalista do PAD<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><em>Fonte: Relat\u00f3rio Luz 2025<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>ODS 13 e 17 Revisitados: Caminhos e Desafios Rumo \u00e0 COP30 - PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Internacional<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/pad.org.br\/index.php\/2025\/11\/04\/ods-13-e-17-revisitados-caminhos-e-desafios-rumo-a-cop30\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"ODS 13 e 17 Revisitados: Caminhos e Desafios Rumo \u00e0 COP30 - PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Internacional\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"A COP 30, 30\u00aa Confer\u00eancia das Partes da ONU sobre Mudan\u00e7a do Clima, \u00e9 um evento global que re\u00fane l\u00edderes e especialistas para debater e negociar a\u00e7\u00f5es de enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Sua relev\u00e2ncia est\u00e1 em ser o principal f\u00f3rum internacional sobre o tema e, pela primeira vez, ocorrer\u00e1 no Brasil \u2014 em Bel\u00e9m do Par\u00e1, no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia. A realiza\u00e7\u00e3o da confer\u00eancia no pa\u00eds \u00e9 estrat\u00e9gica, pois refor\u00e7a o papel do Brasil como ator central nas negocia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e oferece uma oportunidade \u00fanica para discutir solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para a Amaz\u00f4nia, regi\u00e3o vital para o equil\u00edbrio clim\u00e1tico global. Embora a COP 30, em Bel\u00e9m (PA), seja a primeira Confer\u00eancia das Partes realizada no Brasil, foi justamente no pa\u00eds que nasceu a decis\u00e3o de criar esse espa\u00e7o global de negocia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. 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