{"id":227,"date":"2025-11-13T16:25:26","date_gmt":"2025-11-13T19:25:26","guid":{"rendered":"https:\/\/pad.org.br\/?p=227"},"modified":"2025-11-25T16:21:09","modified_gmt":"2025-11-25T19:21:09","slug":"posicionamento-do-pad-processo-de-articulacao-e-dialogos-sobre-as-atuais-politicas-de-cooperacao-internacional-para-o-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pad.org.br\/index.php\/2025\/11\/13\/posicionamento-do-pad-processo-de-articulacao-e-dialogos-sobre-as-atuais-politicas-de-cooperacao-internacional-para-o-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Posicionamento do PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos sobre as atuais pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento."},"content":{"rendered":"\n[et_pb_section][et_pb_row][et_pb_column type=&#8221;4_4&#8243;][et_pb_text]<!-- divi:image {\"id\":228,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"495\" src=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/logos-1024x495.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-228\" srcset=\"https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/logos-1024x495.jpeg 1024w, https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/logos-980x474.jpeg 980w, https:\/\/pad.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/logos-480x232.jpeg 480w\" sizes=\"(min-width: 0px) and (max-width: 480px) 480px, (min-width: 481px) and (max-width: 980px) 980px, (min-width: 981px) 1024px, 100vw\" \/><\/figure>\n<!-- \/divi:image -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong>(In English below)<\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>No contexto da C\u00fapula dos Povos, realizada paralelamente \u00e0 COP 30 em Bel\u00e9m, o PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo promoveu, no dia 11 de novembro de 2025, uma Roda de Di\u00e1logo sobre o panorama atual das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional. <\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>A atividade, realizada no Tapiri Ecum\u00eanico Inter-religioso na Catedral Anglicana, contou com uma primeira mesa dedicada \u00e0s estrat\u00e9gias de coopera\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, dos Estados Unidos e da China, bem como ao crescente papel das funda\u00e7\u00f5es privadas. Na segunda mesa, foram debatidas estrat\u00e9gias coletivas para fortalecer a incid\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil brasileiras na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional. <strong>A partir dessas reflex\u00f5es, foi elaborado o posicionamento a seguir<\/strong>:<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong>Posicionamento do PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos sobre as atuais pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento.<\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Nada sobre as pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o oficial sem participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Nada sobre pol\u00edtica clim\u00e1tica sem a popula\u00e7\u00e3o tradicional<\/em><\/strong><\/h2>\n<!-- \/divi:heading -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>O mundo vive um momento de <strong>profunda reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica<\/strong>, marcada explicitamente por migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, guerras, crises econ\u00f4micas, avan\u00e7o de for\u00e7as autorit\u00e1rias e conservadoras em diversas regi\u00f5es e vez por outra a express\u00e3o p\u00fablica de for\u00e7as pol\u00edticas diferentes das autorit\u00e1rias. Esses processos t\u00eam modificado profundamente a coopera\u00e7\u00e3o internacional, alterando prioridades, redirecionando recursos e fragilizando o multilateralismo. Um dos resultados \u00e9 o <strong>estreitamento do espa\u00e7o pol\u00edtico e financeiro<\/strong> das organiza\u00e7\u00f5es comprometidas com a defesa dos direitos humanos, da justi\u00e7a social, da democracia, da igualdade e da sustentabilidade.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:list {\"ordered\":true} -->\n<ol class=\"wp-block-list\"><!-- divi:list-item -->\n<li>Especificamente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional, estamos tratando de um sistema articulado, mas com <strong>v\u00e1rias disputas em curso<\/strong>. For\u00e7as conservadoras tentam destruir os poucos avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o a um sistema de coopera\u00e7\u00e3o que relacione agenda e valoriza\u00e7\u00e3o dos direitos sociais, desenvolvimento, &nbsp;agenda socioambiental e clima. A pr\u00f3pria fragiliza\u00e7\u00e3o da ONU, que est\u00e1 sob ataque, \u00e9 um reflexo desse movimento, que compromete o princ\u00edpio multilateral da coopera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>H\u00e1 um <strong>descompasso entre os compromissos multilaterais e as pr\u00e1ticas efetivas<\/strong>. Embora instrumentos como o <strong>Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) 17<\/strong> reafirmem a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o global para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, na pr\u00e1tica observa-se o enfraquecimento de mecanismos coletivos e o fortalecimento de rela\u00e7\u00f5es bilaterais assim\u00e9tricas, que perpetuam depend\u00eancias hist\u00f3ricas. E o aumento dos recursos para a ind\u00fastria b\u00e9lica.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Percebe-se ainda uma falta de a\u00e7\u00e3o por parte da filantropia brasileira frente a esse contexto. E compreendemos que \u00e9 um momento de intensificar a atua\u00e7\u00e3o e assumir um papel mais protagonista no apoio \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil brasileira, justamente por conta da centralidade dessas organiza\u00e7\u00f5es na defesa da democracia e a urg\u00eancia em&nbsp; fortalecer sua <strong>autonomia pol\u00edtica e financeira &#8211;<\/strong>condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para sustentar agendas de direitos e de transforma\u00e7\u00e3o social. Experi\u00eancias de <strong>fundos comunit\u00e1rios, territoriais e mecanismos baseados na confian\u00e7a<\/strong> s\u00e3o caminhos concretos para promover sustentabilidade e redistribui\u00e7\u00e3o de recursos. O Brasil \u00e9 uma refer\u00eancia por seu conjunto de <strong>iniciativas ind\u00edgenas, quilombolas e feministas<\/strong>, que demonstram a pot\u00eancia das pr\u00e1ticas locais de solidariedade e a resist\u00eancia frente ao cen\u00e1rio global adverso. Como express\u00e3o da vitalidade e multiplicidade de iniciativas, a quantidade de organiza\u00e7\u00f5es, movimentos, grupos de economia solid\u00e1ria e \u201cgrupos econ\u00f4micos\u201d presentes em Bel\u00e9m.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>&nbsp;\u00c9 fundamental valorizar o protagonismo dos povos e comunidades tradicionais, bem como das organiza\u00e7\u00f5es de base, que conhecem profundamente seus territ\u00f3rios e realidades. S\u00e3o essas vozes que devem indicar o que \u00e9 necess\u00e1rio para suas comunidades e territ\u00f3rios, com um olhar atento \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a. Essa valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para superar as barreiras e burocracias dos editais e projetos, que muitas vezes dificultam a participa\u00e7\u00e3o efetiva dessas organiza\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>As organiza\u00e7\u00f5es sociais, comunidades locais e tradicionais, bem como as mulheres e juventudes de diferentes etnias, s\u00e3o as verdadeiras guardi\u00e3s da natureza h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. Por isso, \u00e9 essencial fortalecer institucionalmente essas organiza\u00e7\u00f5es, reconhecendo sua sabedoria, experi\u00eancia e capacidade de a\u00e7\u00e3o. S\u00e3o elas &nbsp;que sabem e podem construir as solu\u00e7\u00f5es para os &nbsp;territ\u00f3rios.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Das reflex\u00f5es, emergiu um consenso sobre a urg\u00eancia de construir uma nova arquitetura de coopera\u00e7\u00e3o internacional \u2014 mais justa, solid\u00e1ria e orientada pela autonomia dos povos e pela sustentabilidade da vida. Uma arquitetura descentralizada, participativa e ancorada nas experi\u00eancias concretas dos povos do Sul Global \u2014 pautada na reciprocidade, na justi\u00e7a, na solidariedade e na defesa da vida em todas as suas formas.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Fortalecer atitudes de resist\u00eancias para <strong>n\u00e3o transformar a natureza em ativos financeiros.<\/strong> Pensar outro sistema democr\u00e1tico de financiamento. Sem sociedade civil forte n\u00e3o existe financiamento, n\u00e3o existe prote\u00e7\u00e3o da natureza, nem direitos, tampouco vida humana.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Se faz urgente <strong>descolonizar a coopera\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; que significa romper com a l\u00f3gica de domina\u00e7\u00e3o e reconhecer o protagonismo dos territ\u00f3rios e comunidades que sustentam, h\u00e1 d\u00e9cadas, pr\u00e1ticas reais de resist\u00eancia, cuidado e bem viver.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Precisamos pautar formatos mais acess\u00edveis para os recursos chegarem \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es, de modo menos burocr\u00e1tico. As organiza\u00e7\u00f5es possuem capacidade t\u00e9cnica, legitimidade e experi\u00eancia acumulada para executar a\u00e7\u00f5es com efic\u00e1cia e impacto nos territ\u00f3rios.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Os grandes projetos de minera\u00e7\u00e3o, agroneg\u00f3cio e energia t\u00eam gerado graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. \u00c9 fundamental fortalecer as comunidades e os movimentos que enfrentam esses empreendimentos. Povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais v\u00eam praticando, h\u00e1 s\u00e9culos, formas de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u2014 e, por isso, s\u00e3o parte essencial das solu\u00e7\u00f5es para enfrentar a crise do clima.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Temos diversas experi\u00eancias positivas \u2014 como a produ\u00e7\u00e3o de energia sob controle das pr\u00f3prias comunidades \u2014 que precisam ser fortalecidas e ampliadas. A coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento \u00e9 fundamental para expandir esses processos e garantir que modelos sustent\u00e1veis continuem se multiplicando.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>A prioriza\u00e7\u00e3o de temas como g\u00eanero, povos e comunidades tradicionais e direitos socioambientais fortalece os v\u00ednculos entre os diversos povos, seus saberes, soberania e pr\u00e1ticas de solidariedade.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Conclu\u00edmos que <strong>a disputa em torno das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e9, em ess\u00eancia, uma disputa pela pr\u00f3pria democracia e pelos caminhos do desenvolvimento.<\/strong> Fortalecer a sociedade civil, descentralizar recursos e reconstruir la\u00e7os de confian\u00e7a entre povos e territ\u00f3rios \u00e9 o caminho para uma <strong>coopera\u00e7\u00e3o justa, solid\u00e1ria, &nbsp;emancipat\u00f3ria e sustent\u00e1vel<\/strong>, capaz de enfrentar as desigualdades e promover a autonomia.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li><strong>Reafirmamos a import\u00e2ncia e o car\u00e1ter p\u00fablico, democr\u00e1tico e transformador da coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento \u2014 uma tarefa urgente, estrat\u00e9gica e profundamente pol\u00edtica.<\/strong><\/li>\n<!-- \/divi:list-item -->\n\n<!-- divi:list-item -->\n<li>Gra\u00e7as ao seu&nbsp; ac\u00famulo, o PAD reafirma seu compromisso em articular for\u00e7as, produzir reflex\u00f5es e incentivar pr\u00e1ticas que apontem para uma nova coopera\u00e7\u00e3o internacional &nbsp;para o desenvolvimento\u2014 descolonizada, justa e enraizada na solidariedade.<\/li>\n<!-- \/divi:list-item --><\/ol>\n<!-- \/divi:list -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>PAD \u2013 Programa de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Bel\u00e9m, 12 de novembro de 2025 \u2013 Durante a C\u00fapula dos Povos na COP 30<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>&#8212;&#8212;&#8212;<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>PAD Position Statement \u2013 Articulation and Dialogue Process on Current International Cooperation Policies for Development<\/strong><\/h2>\n<!-- \/divi:heading -->\n\n<!-- divi:heading {\"level\":3} -->\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nothing about official cooperation policies without civil society participation. Nothing about climate policy without traditional populations.<\/h3>\n<!-- \/divi:heading -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>The world is undergoing a profound geopolitical reconfiguration, marked by forced migration, wars, economic crises, the rise of authoritarian and conservative forces in various regions, and, at times, the resurgence of non-authoritarian political actors. These dynamics have deeply reshaped international cooperation\u2014shifting priorities, redirecting resources, and weakening multilateralism. One of the consequences has been the shrinking political and financial space for organizations committed to human rights, social justice, democracy, equality, and sustainability.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Regarding international cooperation policies, we are dealing with an interconnected system marked by ongoing disputes. Conservative forces seek to dismantle the modest progress toward a cooperation model that integrates social rights, development, environmental agendas, and climate action. The weakening of the United Nations\u2014currently under attack\u2014reflects this movement, compromising the multilateral foundations of cooperation.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>There is a clear gap between multilateral commitments and actual practice. While instruments such as Sustainable Development Goal (SDG) 17 reaffirm the importance of global cooperation for sustainable development, what we observe in practice is the erosion of collective mechanisms and the strengthening of asymmetric bilateral relations that perpetuate historical dependencies. Meanwhile, investments in the arms industry continue to grow.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Brazilian philanthropy has also lagged in responding to this context. We recognize that this is a moment to intensify engagement and assume a more proactive role in supporting Brazilian civil society organizations, given their central role in defending democracy and the urgent need to strengthen their political and financial autonomy\u2014an essential condition for sustaining rights-based and transformative agendas. Community funds, territorial funds, and trust-based financing mechanisms are concrete, viable pathways for promoting sustainability and redistributing resources.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Brazil stands out as a reference due to Indigenous, quilombola, and feminist initiatives that demonstrate the strength of local practices of solidarity and resistance in an adverse global environment. The wide range of organizations, movements, solidarity economy groups, and locally rooted collectives present in Bel\u00e9m is a testament to this vitality.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>It is essential to value the protagonism of traditional peoples and communities, as well as grassroots organizations, which possess deep knowledge of their territories and realities. These are the voices that must define what is necessary for their communities, with careful attention to gender and racial dimensions. Such recognition is crucial to overcoming the barriers and bureaucracies of calls for proposals and project mechanisms, which often hinder meaningful participation.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Local and traditional communities, women, and youth from diverse ethnic groups have been the true guardians of nature for generations. It is therefore vital to strengthen these organizations institutionally, recognizing their knowledge, experience, and capacity for action. They know\u2014and are capable of building\u2014the solutions their territories require.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>From these reflections emerged a consensus on the urgency of building a new architecture of international cooperation\u2014one that is fairer, more solidaristic, and guided by the autonomy of peoples and the sustainability of life. This architecture must be decentralized, participatory, and grounded in the concrete experiences of the Global South\u2014anchored in reciprocity, justice, solidarity, and the defense of life in all its forms.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>We must strengthen resistance to prevent nature from being transformed into financial assets. We need to rethink democratic financing systems. Without a strong civil society, there is no financing, no environmental protection, no rights\u2014and no human life.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>There is an urgent need to <strong>decolonize cooperation<\/strong>, meaning to break with logics of domination and to recognize the protagonism of territories and communities that have, for decades, sustained real practices of resistance, care, and buen vivir.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>We must promote more accessible financing mechanisms, enabling resources to reach organizations without excessive bureaucratic hurdles. These organizations possess the technical capacity, legitimacy, and accumulated experience necessary to implement effective, high-impact actions in their territories.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Large-scale mining, agribusiness, and energy projects have caused serious human rights violations. Strengthening the communities and movements confronting these enterprises is essential. Indigenous peoples and traditional communities have been practicing climate adaptation for centuries\u2014making them indispensable to the solutions for the climate crisis.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Many positive experiences already exist\u2014such as community-led energy production\u2014that must be strengthened and expanded. International development cooperation is key to scaling these processes and ensuring that sustainable models continue to multiply.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Prioritizing themes such as gender, traditional peoples and communities, and socio-environmental rights strengthens connections among peoples, their knowledge systems, their sovereignty, and their practices of solidarity.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>We conclude that the dispute surrounding international cooperation policies is, at its core, a dispute over democracy and over the paths to development. Strengthening civil society, decentralizing resources, and rebuilding bonds of trust among peoples and territories is the way forward to building cooperation that is just, solidaristic, emancipatory, and sustainable\u2014capable of confronting inequalities and promoting autonomy.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>We reaffirm the public, democratic, and transformative nature of international cooperation for development\u2014an urgent, strategic, and deeply political task.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>Drawing on its long-standing experience, PAD reaffirms its commitment to bringing together actors, generating reflections, and promoting practices that point toward a new model of international cooperation\u2014decolonized, just, and rooted in solidarity.<\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p><strong>PAD \u2013 Articulation and Dialogue Program<\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->\n\n<!-- divi:paragraph -->\n<p>&nbsp;<strong>Bel\u00e9m, November 12, 2025 \u2013 During the People\u2019s Summit at COP 30<\/strong><\/p>\n<!-- \/divi:paragraph -->[\/et_pb_text][\/et_pb_column][\/et_pb_row][\/et_pb_section]\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p><div class=\"et_pb_section et_pb_section_0 et_section_regular\" >\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div><div class=\"et_pb_row et_pb_row_0 et_pb_row_empty\">\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div><div class=\"et_pb_module et_pb_text et_pb_text_0  et_pb_text_align_left et_pb_bg_layout_light\">\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t\t\n\t\t\t<\/div> (In English below) No contexto da C\u00fapula dos Povos, realizada paralelamente \u00e0 COP 30 em Bel\u00e9m, o PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo promoveu, no dia 11 de novembro de 2025, uma Roda de Di\u00e1logo sobre o panorama atual das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional. A atividade, realizada no Tapiri Ecum\u00eanico Inter-religioso na Catedral Anglicana, contou com uma primeira mesa dedicada \u00e0s estrat\u00e9gias de coopera\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, dos Estados Unidos e da China, bem como ao crescente papel das funda\u00e7\u00f5es privadas. Na segunda mesa, foram debatidas estrat\u00e9gias coletivas para fortalecer a incid\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil brasileiras na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional. A partir dessas reflex\u00f5es, foi elaborado o posicionamento a seguir: Posicionamento do PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos sobre as atuais pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento. Nada sobre as pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o oficial sem participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Nada sobre pol\u00edtica clim\u00e1tica sem a popula\u00e7\u00e3o tradicional O mundo vive um momento de profunda reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica, marcada explicitamente por migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, guerras, crises econ\u00f4micas, avan\u00e7o de for\u00e7as autorit\u00e1rias e conservadoras em diversas regi\u00f5es e vez por outra a express\u00e3o p\u00fablica de for\u00e7as pol\u00edticas diferentes das autorit\u00e1rias. 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Na segunda mesa, foram debatidas estrat\u00e9gias coletivas para fortalecer a incid\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil brasileiras na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional. <strong>A partir dessas reflex\u00f5es, foi elaborado o posicionamento a seguir<\/strong>:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>Posicionamento do PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos sobre as atuais pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento.<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Nada sobre as pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o oficial sem participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Nada sobre pol\u00edtica clim\u00e1tica sem a popula\u00e7\u00e3o tradicional<\/em><\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>O mundo vive um momento de <strong>profunda reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica<\/strong>, marcada explicitamente por migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, guerras, crises econ\u00f4micas, avan\u00e7o de for\u00e7as autorit\u00e1rias e conservadoras em diversas regi\u00f5es e vez por outra a express\u00e3o p\u00fablica de for\u00e7as pol\u00edticas diferentes das autorit\u00e1rias. Esses processos t\u00eam modificado profundamente a coopera\u00e7\u00e3o internacional, alterando prioridades, redirecionando recursos e fragilizando o multilateralismo. Um dos resultados \u00e9 o <strong>estreitamento do espa\u00e7o pol\u00edtico e financeiro<\/strong> das organiza\u00e7\u00f5es comprometidas com a defesa dos direitos humanos, da justi\u00e7a social, da democracia, da igualdade e da sustentabilidade.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:list {\"ordered\":true} -->\n<ol class=\"wp-block-list\"><!-- wp:list-item -->\n<li>Especificamente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional, estamos tratando de um sistema articulado, mas com <strong>v\u00e1rias disputas em curso<\/strong>. For\u00e7as conservadoras tentam destruir os poucos avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o a um sistema de coopera\u00e7\u00e3o que relacione agenda e valoriza\u00e7\u00e3o dos direitos sociais, desenvolvimento, &nbsp;agenda socioambiental e clima. A pr\u00f3pria fragiliza\u00e7\u00e3o da ONU, que est\u00e1 sob ataque, \u00e9 um reflexo desse movimento, que compromete o princ\u00edpio multilateral da coopera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>H\u00e1 um <strong>descompasso entre os compromissos multilaterais e as pr\u00e1ticas efetivas<\/strong>. Embora instrumentos como o <strong>Objetivo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) 17<\/strong> reafirmem a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o global para o desenvolvimento sustent\u00e1vel, na pr\u00e1tica observa-se o enfraquecimento de mecanismos coletivos e o fortalecimento de rela\u00e7\u00f5es bilaterais assim\u00e9tricas, que perpetuam depend\u00eancias hist\u00f3ricas. E o aumento dos recursos para a ind\u00fastria b\u00e9lica.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Percebe-se ainda uma falta de a\u00e7\u00e3o por parte da filantropia brasileira frente a esse contexto. E compreendemos que \u00e9 um momento de intensificar a atua\u00e7\u00e3o e assumir um papel mais protagonista no apoio \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil brasileira, justamente por conta da centralidade dessas organiza\u00e7\u00f5es na defesa da democracia e a urg\u00eancia em&nbsp; fortalecer sua <strong>autonomia pol\u00edtica e financeira -<\/strong>condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para sustentar agendas de direitos e de transforma\u00e7\u00e3o social. Experi\u00eancias de <strong>fundos comunit\u00e1rios, territoriais e mecanismos baseados na confian\u00e7a<\/strong> s\u00e3o caminhos concretos para promover sustentabilidade e redistribui\u00e7\u00e3o de recursos. O Brasil \u00e9 uma refer\u00eancia por seu conjunto de <strong>iniciativas ind\u00edgenas, quilombolas e feministas<\/strong>, que demonstram a pot\u00eancia das pr\u00e1ticas locais de solidariedade e a resist\u00eancia frente ao cen\u00e1rio global adverso. Como express\u00e3o da vitalidade e multiplicidade de iniciativas, a quantidade de organiza\u00e7\u00f5es, movimentos, grupos de economia solid\u00e1ria e \u201cgrupos econ\u00f4micos\u201d presentes em Bel\u00e9m.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>&nbsp;\u00c9 fundamental valorizar o protagonismo dos povos e comunidades tradicionais, bem como das organiza\u00e7\u00f5es de base, que conhecem profundamente seus territ\u00f3rios e realidades. S\u00e3o essas vozes que devem indicar o que \u00e9 necess\u00e1rio para suas comunidades e territ\u00f3rios, com um olhar atento \u00e0s quest\u00f5es de g\u00eanero e ra\u00e7a. Essa valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para superar as barreiras e burocracias dos editais e projetos, que muitas vezes dificultam a participa\u00e7\u00e3o efetiva dessas organiza\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>As organiza\u00e7\u00f5es sociais, comunidades locais e tradicionais, bem como as mulheres e juventudes de diferentes etnias, s\u00e3o as verdadeiras guardi\u00e3s da natureza h\u00e1 gera\u00e7\u00f5es. Por isso, \u00e9 essencial fortalecer institucionalmente essas organiza\u00e7\u00f5es, reconhecendo sua sabedoria, experi\u00eancia e capacidade de a\u00e7\u00e3o. S\u00e3o elas &nbsp;que sabem e podem construir as solu\u00e7\u00f5es para os &nbsp;territ\u00f3rios.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Das reflex\u00f5es, emergiu um consenso sobre a urg\u00eancia de construir uma nova arquitetura de coopera\u00e7\u00e3o internacional \u2014 mais justa, solid\u00e1ria e orientada pela autonomia dos povos e pela sustentabilidade da vida. Uma arquitetura descentralizada, participativa e ancorada nas experi\u00eancias concretas dos povos do Sul Global \u2014 pautada na reciprocidade, na justi\u00e7a, na solidariedade e na defesa da vida em todas as suas formas.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Fortalecer atitudes de resist\u00eancias para <strong>n\u00e3o transformar a natureza em ativos financeiros.<\/strong> Pensar outro sistema democr\u00e1tico de financiamento. Sem sociedade civil forte n\u00e3o existe financiamento, n\u00e3o existe prote\u00e7\u00e3o da natureza, nem direitos, tampouco vida humana.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Se faz urgente <strong>descolonizar a coopera\u00e7\u00e3o<\/strong> - que significa romper com a l\u00f3gica de domina\u00e7\u00e3o e reconhecer o protagonismo dos territ\u00f3rios e comunidades que sustentam, h\u00e1 d\u00e9cadas, pr\u00e1ticas reais de resist\u00eancia, cuidado e bem viver.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Precisamos pautar formatos mais acess\u00edveis para os recursos chegarem \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es, de modo menos burocr\u00e1tico. As organiza\u00e7\u00f5es possuem capacidade t\u00e9cnica, legitimidade e experi\u00eancia acumulada para executar a\u00e7\u00f5es com efic\u00e1cia e impacto nos territ\u00f3rios.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Os grandes projetos de minera\u00e7\u00e3o, agroneg\u00f3cio e energia t\u00eam gerado graves viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos. \u00c9 fundamental fortalecer as comunidades e os movimentos que enfrentam esses empreendimentos. Povos ind\u00edgenas e comunidades tradicionais v\u00eam praticando, h\u00e1 s\u00e9culos, formas de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u2014 e, por isso, s\u00e3o parte essencial das solu\u00e7\u00f5es para enfrentar a crise do clima.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Temos diversas experi\u00eancias positivas \u2014 como a produ\u00e7\u00e3o de energia sob controle das pr\u00f3prias comunidades \u2014 que precisam ser fortalecidas e ampliadas. A coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento \u00e9 fundamental para expandir esses processos e garantir que modelos sustent\u00e1veis continuem se multiplicando.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>A prioriza\u00e7\u00e3o de temas como g\u00eanero, povos e comunidades tradicionais e direitos socioambientais fortalece os v\u00ednculos entre os diversos povos, seus saberes, soberania e pr\u00e1ticas de solidariedade.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Conclu\u00edmos que <strong>a disputa em torno das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional \u00e9, em ess\u00eancia, uma disputa pela pr\u00f3pria democracia e pelos caminhos do desenvolvimento.<\/strong> Fortalecer a sociedade civil, descentralizar recursos e reconstruir la\u00e7os de confian\u00e7a entre povos e territ\u00f3rios \u00e9 o caminho para uma <strong>coopera\u00e7\u00e3o justa, solid\u00e1ria, &nbsp;emancipat\u00f3ria e sustent\u00e1vel<\/strong>, capaz de enfrentar as desigualdades e promover a autonomia.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li><strong>Reafirmamos a import\u00e2ncia e o car\u00e1ter p\u00fablico, democr\u00e1tico e transformador da coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento \u2014 uma tarefa urgente, estrat\u00e9gica e profundamente pol\u00edtica.<\/strong><\/li>\n<!-- \/wp:list-item -->\n\n<!-- wp:list-item -->\n<li>Gra\u00e7as ao seu&nbsp; ac\u00famulo, o PAD reafirma seu compromisso em articular for\u00e7as, produzir reflex\u00f5es e incentivar pr\u00e1ticas que apontem para uma nova coopera\u00e7\u00e3o internacional &nbsp;para o desenvolvimento\u2014 descolonizada, justa e enraizada na solidariedade.<\/li>\n<!-- \/wp:list-item --><\/ol>\n<!-- \/wp:list -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>PAD \u2013 Programa de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Bel\u00e9m, 12 de novembro de 2025 \u2013 Durante a C\u00fapula dos Povos na COP 30<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>---------<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:heading -->\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>PAD Position Statement \u2013 Articulation and Dialogue Process on Current International Cooperation Policies for Development<\/strong><\/h2>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:heading {\"level\":3} -->\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Nothing about official cooperation policies without civil society participation. Nothing about climate policy without traditional populations.<\/h3>\n<!-- \/wp:heading -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>The world is undergoing a profound geopolitical reconfiguration, marked by forced migration, wars, economic crises, the rise of authoritarian and conservative forces in various regions, and, at times, the resurgence of non-authoritarian political actors. These dynamics have deeply reshaped international cooperation\u2014shifting priorities, redirecting resources, and weakening multilateralism. One of the consequences has been the shrinking political and financial space for organizations committed to human rights, social justice, democracy, equality, and sustainability.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Regarding international cooperation policies, we are dealing with an interconnected system marked by ongoing disputes. Conservative forces seek to dismantle the modest progress toward a cooperation model that integrates social rights, development, environmental agendas, and climate action. The weakening of the United Nations\u2014currently under attack\u2014reflects this movement, compromising the multilateral foundations of cooperation.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>There is a clear gap between multilateral commitments and actual practice. While instruments such as Sustainable Development Goal (SDG) 17 reaffirm the importance of global cooperation for sustainable development, what we observe in practice is the erosion of collective mechanisms and the strengthening of asymmetric bilateral relations that perpetuate historical dependencies. Meanwhile, investments in the arms industry continue to grow.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Brazilian philanthropy has also lagged in responding to this context. We recognize that this is a moment to intensify engagement and assume a more proactive role in supporting Brazilian civil society organizations, given their central role in defending democracy and the urgent need to strengthen their political and financial autonomy\u2014an essential condition for sustaining rights-based and transformative agendas. Community funds, territorial funds, and trust-based financing mechanisms are concrete, viable pathways for promoting sustainability and redistributing resources.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Brazil stands out as a reference due to Indigenous, quilombola, and feminist initiatives that demonstrate the strength of local practices of solidarity and resistance in an adverse global environment. The wide range of organizations, movements, solidarity economy groups, and locally rooted collectives present in Bel\u00e9m is a testament to this vitality.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>It is essential to value the protagonism of traditional peoples and communities, as well as grassroots organizations, which possess deep knowledge of their territories and realities. These are the voices that must define what is necessary for their communities, with careful attention to gender and racial dimensions. Such recognition is crucial to overcoming the barriers and bureaucracies of calls for proposals and project mechanisms, which often hinder meaningful participation.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Local and traditional communities, women, and youth from diverse ethnic groups have been the true guardians of nature for generations. It is therefore vital to strengthen these organizations institutionally, recognizing their knowledge, experience, and capacity for action. They know\u2014and are capable of building\u2014the solutions their territories require.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>From these reflections emerged a consensus on the urgency of building a new architecture of international cooperation\u2014one that is fairer, more solidaristic, and guided by the autonomy of peoples and the sustainability of life. This architecture must be decentralized, participatory, and grounded in the concrete experiences of the Global South\u2014anchored in reciprocity, justice, solidarity, and the defense of life in all its forms.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>We must strengthen resistance to prevent nature from being transformed into financial assets. We need to rethink democratic financing systems. Without a strong civil society, there is no financing, no environmental protection, no rights\u2014and no human life.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>There is an urgent need to <strong>decolonize cooperation<\/strong>, meaning to break with logics of domination and to recognize the protagonism of territories and communities that have, for decades, sustained real practices of resistance, care, and buen vivir.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>We must promote more accessible financing mechanisms, enabling resources to reach organizations without excessive bureaucratic hurdles. These organizations possess the technical capacity, legitimacy, and accumulated experience necessary to implement effective, high-impact actions in their territories.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Large-scale mining, agribusiness, and energy projects have caused serious human rights violations. Strengthening the communities and movements confronting these enterprises is essential. Indigenous peoples and traditional communities have been practicing climate adaptation for centuries\u2014making them indispensable to the solutions for the climate crisis.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Many positive experiences already exist\u2014such as community-led energy production\u2014that must be strengthened and expanded. International development cooperation is key to scaling these processes and ensuring that sustainable models continue to multiply.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Prioritizing themes such as gender, traditional peoples and communities, and socio-environmental rights strengthens connections among peoples, their knowledge systems, their sovereignty, and their practices of solidarity.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>We conclude that the dispute surrounding international cooperation policies is, at its core, a dispute over democracy and over the paths to development. Strengthening civil society, decentralizing resources, and rebuilding bonds of trust among peoples and territories is the way forward to building cooperation that is just, solidaristic, emancipatory, and sustainable\u2014capable of confronting inequalities and promoting autonomy.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>We reaffirm the public, democratic, and transformative nature of international cooperation for development\u2014an urgent, strategic, and deeply political task.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>Drawing on its long-standing experience, PAD reaffirms its commitment to bringing together actors, generating reflections, and promoting practices that point toward a new model of international cooperation\u2014decolonized, just, and rooted in solidarity.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p><strong>PAD \u2013 Articulation and Dialogue Program<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p>&nbsp;<strong>Bel\u00e9m, November 12, 2025 \u2013 During the People\u2019s Summit at COP 30<\/strong><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->","_et_gb_content_width":"","footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-227","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v26.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Posicionamento do PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos sobre as atuais pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento. - PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Internacional<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/pad.org.br\/index.php\/2025\/11\/13\/posicionamento-do-pad-processo-de-articulacao-e-dialogos-sobre-as-atuais-politicas-de-cooperacao-internacional-para-o-desenvolvimento\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Posicionamento do PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos sobre as atuais pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento. - PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo Internacional\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"(In English below) No contexto da C\u00fapula dos Povos, realizada paralelamente \u00e0 COP 30 em Bel\u00e9m, o PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logo promoveu, no dia 11 de novembro de 2025, uma Roda de Di\u00e1logo sobre o panorama atual das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional. A atividade, realizada no Tapiri Ecum\u00eanico Inter-religioso na Catedral Anglicana, contou com uma primeira mesa dedicada \u00e0s estrat\u00e9gias de coopera\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, dos Estados Unidos e da China, bem como ao crescente papel das funda\u00e7\u00f5es privadas. Na segunda mesa, foram debatidas estrat\u00e9gias coletivas para fortalecer a incid\u00eancia das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil brasileiras na formula\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional. A partir dessas reflex\u00f5es, foi elaborado o posicionamento a seguir: Posicionamento do PAD \u2013 Processo de Articula\u00e7\u00e3o e Di\u00e1logos sobre as atuais pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento. Nada sobre as pol\u00edticas de coopera\u00e7\u00e3o oficial sem participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Nada sobre pol\u00edtica clim\u00e1tica sem a popula\u00e7\u00e3o tradicional O mundo vive um momento de profunda reconfigura\u00e7\u00e3o geopol\u00edtica, marcada explicitamente por migra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada, guerras, crises econ\u00f4micas, avan\u00e7o de for\u00e7as autorit\u00e1rias e conservadoras em diversas regi\u00f5es e vez por outra a express\u00e3o p\u00fablica de for\u00e7as pol\u00edticas diferentes das autorit\u00e1rias. 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